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Banco do Brasil: Estratégia firme para dividendos e crescimento equilibrado

Publicado em 10/08/2023
Leia em 2 minutos
Allan Almeida

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O Banco do Brasil (BBAS3) mantém sua estratégia estável, optando por não antecipar dividendos nem alterar o percentual do lucro repassado aos acionistas (payout) no curto prazo. Geovane Tobias, vice-presidente de gestão financeira e Relações com Investidores, esclareceu que o payout atual de 40% permanece inalterado. Ele indicou que o banco está passando por ajustes na alocação de capital para risco operacional até 2025, período em que não considera prudente realizar mudanças na remuneração aos acionistas.

Tobias destacou que a reserva de lucro existe, mas as provisões são baseadas em metodologias de risco, não havendo planos de antecipação de proventos devido à reforma tributária. Ele enfatizou que, devido às estratégias de negócios para os próximos cinco anos, aumentar as distribuições não faria sentido. Comentou também que ajustes estão previstos no segundo semestre para aproveitar oportunidades de mercado decorrentes da queda dos juros.

O executivo reforçou a importância de fortalecer a base de capital para aproveitar o crescimento econômico, considerando o retorno de 20% gerado pelo reinvestimento interno. Ele lembrou que o BB já distribuiu apenas 25% do lucro no passado, em situação de capitalização inferior, e recomendou aguardar os ajustes até 2025 para considerar qualquer mudança no payout.

Crescimento Planejado e Perspectivas

A gestão do BB demonstrou otimismo em algumas linhas, mantendo projeção de lucro líquido ajustado de R$ 33 bilhões a R$ 37 bilhões para 2023 e crescimento de 7% a 11% nas linhas de crédito para pessoas físicas. No primeiro semestre, o crescimento foi de 10%. Para a carteira de crédito total, o BB projeta crescimento de 9% a 13%, impulsionado pelo segmento de empresas e agronegócio.

Sobre provisões, considerando a inadimplência de pessoas físicas no primeiro semestre e o impacto de um cliente corporate em recuperação judicial, o BB ajustou suas provisões para devedores duvidosos (PCLD) para R$ 23 bilhões a R$ 27 bilhões.

Tobias mencionou a avaliação dos impactos do possível fim dos juros sobre capital próprio (JCP) com a reforma tributária. Ele afirmou que o BB está preparado para mitigar impactos e está aberto ao diálogo sobre mudanças relacionadas aos JCP, buscando soluções que não impactem o setor.

Em resumo, o Banco do Brasil está focado em manter uma estratégia sólida, otimizando o crescimento e os dividendos de forma equilibrada, enquanto aguarda ajustes internos e externos para potencialmente revisar suas políticas de remuneração.

[Fonte: https://www.infomoney.com.br/mercados/banco-do-brasil-nao-antecipara-dividendos-nem-deve-elevar-payout-de-40-antes-de-2025-diz-cfo/]

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