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PIB 2023

Projeção do PIB para 2023 é de 1%

O Banco Central manteve a projeção do PIB para 2023 de 1%. Já a projeção para o final de 2022 subiu de 2,7% para 2,9%.
Publicado em 16/12/2022
Leia em 2 minutos
Allan Almeida

Índice

O Banco Central divulgou relatório com a projeção do PIB para 2023. O índice deve ser de 1%. Já 2022 pode fechar com um crescimento de 2,9%, ante 2,7% da projeção anterior.

De acordo com o relatório, a alta na projeção do PIB em 2022 refletiu a elevação na previsão para o setor de serviços, parcialmente compensada por recuo nas estimativas para agropecuária e indústria.

A projeção da agropecuária foi alterada de estabilidade para recuo de 2%, refletindo, principalmente, o resultado do terceiro trimestre.

O relatório diz que o Banco Central esperava um resultado positivo, principalmente por conta das altas na produção de laranja e de algodão, culturas com participação expressiva no terceiro trimestre.

Contudo, recuos na produção de cana-de-açúcar e mandioca prevaleceram diante dos fatores altistas, levando a recuo da atividade no trimestre e a piora na estimativa para o ano.

Na indústria, a projeção foi revista de 2,4% para 1,9%, com quedas nas previsões para todos os setores, com exceção da construção.

Em serviços, a estimativa de crescimento em 2022 passou de 3,4% para 4,1%, influenciada pelo resultado do terceiro trimestre.

O setor terciário tem mostrado resiliência, voltando a crescer em ritmo robusto no terceiro trimestre. As altas no setor foram disseminadas e de magnitudes elevadas, iguais ou superiores a 1%.

Para os próximos trimestres espera-se desaceleração no setor, repercutindo a queda do consumo das famílias, em ambiente de taxas de juros mais elevadas e de desaquecimento do mercado de trabalho.

Projeção para 2023

Para 2023, a projeção de crescimento foi influenciada pela manutenção da perspectiva de arrefecimento na demanda interna e nos componentes mais cíclicos da oferta.

O relatório diz ainda que discussões sobre o orçamento de 2023 apontam para maior expansão dos gastos primários do que a prevista na legislação atual, em especial os associados a transferências às famílias.

O BC acrescenta que o aumento de gastos do governo podem ajudar a sustentar a demanda por bens e serviços, principalmente no curto prazo.

Por outro lado, estímulos fiscais adicionais, especialmente se impactarem a percepção de sustentabilidade da dívida pública, podem prejudicar as condições financeiras e o crescimento econômico.

Portanto, o resultado final depende da combinação da magnitude da expansão fiscal no curto prazo e da formulação exata do novo arcabouço fiscal.

Oferta e demanda

Pelo lado da oferta, a manutenção da projeção central para a variação do PIB em 2023 refletiu recuos nas previsões para agropecuária e indústria, e elevação na previsão para serviços.

No âmbito da demanda interna, elevaram as projeções para o consumo das famílias e consumo do governo e FBCF.

As estimativas para as variações das exportações e importações ficaram praticamente inalteradas.

Fonte: Agência Brasil

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